Covid19: A Dupla Moral

No último sábado, 19 de março houve um grande concerto de solidariedade para a Ucrânia por conta da guerra contra a Rússia, o que se chamou #standforukraine

O concerto aconteceu no Ernst-Happel-Stadion no Prater, no segundo distrito de Viena. O evento reuniu 40 mil pessoas e arrecadou 800 mil euros. Dinheiro será revertido para associações que cuidam dos refugiados, crianças e tudo que se precisa para ajudar a Ucrânia nesse momento tão difícil.

A idéia é boa, com certeza. Mas, será que era momento de reunir milhares de pessoas em plena onda de Ômicron? Há mais de uma semana há na faixa de 40 mil casos de Ômicron por dia.

Qual a melhor estratégia para o vírus?

Há uma briga muito grande de qual caminho seguir com a pandemia. Uns acreditam que se deve retirar as medidas de contenção e deixar o vírus circular já que ele não é tão letal quanto o Delta.

Outros acreditam que se deve manter as algumas medidas de restrição até baixar o número de infecções. O chamado “Freedom Day” no 5 de março foi muito cedo. Poderia-se esperar algumas semanas.

Mas, a pressão foi muito grande, afinal de contas para certos setores como a gastronomia noturna, o prejuízo foi muito grande.

Políticos sem saber o que fazer

A cidade de Viena sempre tomou medidas mais restrintivas em relação à Covid19.

Segue com as máscaras em lugares fechados e com a regra 2G para a gastronomia.

Mas, se por um lado critica o governo federal, por que permitiu um concerto de 40 mil pessoas?

Nessa onda de Ômicron há uma sobrecarga nas enfermarias. Especialmente de funcionários doentes que não podem comparecer ao trabalho.

Poderia e deveria ter feito uma ação para a Ucrânia. Mas, isso poderia ter sido feito pela televisão, via ORF, por exemplo, com sistema de arrecadação via telefone.

Para concluir, não defendo se a estratégia a nível federal ou estadual foi a mais adequada. Apenas que se mantenha a lógica e sigam os conselhos dos especialistas.