Um ano de Covid19 na Europa

O papel sanitário virou o símbolo dos primeiros lockdowns na Europa. Simplesmente desapareceram dos supermercados.
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Há um ano, começavam os primeiros casos de Covid19, na Europa. Aquela doença respiratória, com origem na China. Parecia algo distante. Via-se pela televisão, que em Wuhan construíam-se hospitais para acomodar os milhares de doentes. Aqui na Europa, nós achávamos que tudo era muito distante. Viroses da Ásia eram consideradas meio que “normais”, já que nessa parte do mundo costuma-se comer coisa exóticas.

As próximas semanas foram dramáticas. A Itália começou com um número assustador de casos e mortes. Na Áustria, já nos primeiros dias de março, começavam os primeiro casos. Em Ischgl, no Tirol, milhares de turistas tiveram de ser evacuados. Muitos ainda insistiam em festejar ou fazer esqui. O vírus espalhou-se rapidamente pela Alemanha e norte da Europa.

Um ano depois, aqui na Áustria o balanço é trágico. Três confinamentos não foram capazes de conter a propagação do vírus. Além de mais de oito mil mortos, há um desemprego recorde de mais de meio milhão de desempregados e perspectiva não é uma das melhores.

A campanha de vacinação começou em desembro, mas há poucas vacinas e o vírus sofreu mutações que obriga a lockdown ou medidas de contenção para evitar aglomerações. Gastronomia, Turismo, Cultura e Esporte foram os setores altamente afetados. Milhares de pequenas lojas e empresas quebradas, bem como desempregados.

Europa demorou a reagir

Na Europa, demorou-se a tomar as medidas de contenção. Por exemplo, em Viena, ainda no começo de março do ano passado ainda havia milhares de chineses fazendo turismo no centro histórico.

No verão, com a reabertura parcial do turismo, o vírus ganhou mutações. No começo do outono, governos não quiseram tomar medidas de contenção. Não queriam perder votos com o eleitorado.

O fato que ainda estamos muito longe do fim da é que considerada, a maior crise desde da Segunda Guerra Mundial. Que venha a vacina e rápido.