O que a Conferência do Clima conseguiu

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A 26ª Conferência do Clima da ONU realizada em Glasgow terminou com um acordo histórico entre os 151 países participantes para a eliminação do uso do carvão como produção de energia. Também houve um acordo para um aumento da temperatura para 2,4 graus e não 1,5 graus que os especialistas esperavam.

Outro ponto em comum é a redução do uso do metano, entre 80 países. Essa iniciativa foi do Presidente norte-americano Joe Biden. O gás metano é o principal gás responsável pelo efeito estufa, ficando atrás apenas no dióxido de carbono, o famoso CO2. Inclusive o Brasil assinou esse compromisso. Os especialistas acreditam que com a diminuição do gás metano pode-se ter um impacto mais rápido no controle do aquecimento global. Entretando, a China, a Índia e a Rússia não assinaram esse acordo.

O grande desafio é trocar as formas de produção de energia de forma rápida, especialmente na Europa, no outono e inverno quando há um aumento importante no consumo da energia, com o aquecimento.

Países como a França já anunciaram a montagem de novas usina nucleares. O grande problema aí é o que fazer com o lixo atômico, o que aliás é tema de briga e discussão entre os países membros da União Européia.

E o Brasil nessa?

O Brasil assinou o acordo para redução do gás metano. Mesmo que o governo Bolsonaro não seja exatamente “entusiasta” do Meio-Ambiente, sem acordos para preservação da Amazônia, países não farão negócios com o Brasil.

Mas, além das questões da Amazônia, o Brasil também precisaria pensar em outras formas de produção de energia. Uma excelente forma de energia limpa para o Brasil seria a energia solar, exatamente por sermos um país, literalmente tropical.

Também fica a perspectiva de se mudar a mobilidade nas cidades melhorando a rede de transportes urbanos. Brasília, por exemplo é uma cidade que só se pode movimentar com carro e é exatamente isso que se deveria evitar, com a redução ou até mesmo a eliminação do gás carbono.

O que sairá de concreto?

Como sempre acontece nesses eventos, todos os acordos são colocados no futuro e a “responsalidade” é jogada para o futuro. Os políticos da vez que assinam o acordo do momento passa a responsalidade para os políticos do futuro.

Fato também que trocar toda uma produção de energia tão rápido, não é fácil, mais ainda em tempos de pandemia.