O Medo da Mutação Sul-Africana do Vírus

Desde de dezembro do ano passado, quando começou a vacinação, aqui nos países da União Européia fala-se da mutação britânica. Essa, a B117, é considerada muito mais infecciosa que o vírus da Covid19. Até então, não havia maiores “preocupações”, já que as vacinas poderiam conter o vírus e suas possíveis mutações, seja dando a imunidade ou com sintomas mais amenos da infecção para os vacinados.

Na Grã-Bretanha, há uma enorme preocupação com a mutação sul-africana, agora batizada de E484K. Os cientistas que trabalham no sistema público de saúde britânico – Public Health England encontraram poucos casos dessa nova mutação, da família K, mas eles acreditam que possam ter muito mais, simplesmente porque os casos não foram encontrados.

Fala-se que os testes usados, especialmente os antiagen, o teste do cotonete, somente detecta o vírus, mas não sabe-se qual seria a cepa. De todas as maneiras, sem nenhum tipo de controle ou vacina, essas mutações ou variações do vírus vão continuar se espalhando e multiplicando-se rapidamente.

Qual vacina a tomar?

A vacina do laboratório da Moderna, em estudos mostrou-se adequada para as mutações da Covid19. O Governo da África do Sul decidiu suspender o uso da vacina da AstraZeneca depois que um estudo ainda não revisado, por outros cientistas sugeria a proteção mínima para versões graves da infecção.

O laboratório rebateu as críticas e afirmou que seu imunizante continua sendo eficaz, contra as formas mais agressivas da infecção do vírus da Covid19.

Na União Européia, depois da brigalhada* entre laboratório e autoridades europeias, a vacina começa a ser distribuída pelos países membros. A Agência Sanitária EMA aprovou o uso, mas alguns países, como a Áustria e Alemanha só utilizaram a vacina da AstraZeneca para pessoas de 18 a 64 anos.

Vale lembrar que a vacina de AstraZeneca está sendo distribuída no Brasil, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz. Até agora, não há nenhum estudo que aponte a eficácia dessa vacina para a mutação brasileira, assim chamada aqui na Europa. Em outras palavras, a mutação do vírus que começou a circular em Manaus e matou milhares de pessoas ali.

Hoje, 10 de fevereiro, o governo austriaco anunciou a compra de mais de seis milhões de doses de vacina. Do laboratório Moderna foram 4,7 milhões de doses e o resto do laboratório francês Valneva. Esse último ainda não possue registro na EMA, agência sanitária da União Européia, mas será distribuído no fim de ano. Essa vacina também pode ser administrada para crianças e adolescentes. Uma luz no fim do túnel.

Observações: A queda de braço entre a União Européia e o laboratorio AstraZeneca, já que o laboratório passou parte das doses, destinadas para os países membros para a Grã-Bretanha.