Quando o impeachment é necessário

Protesto no centro de Viena, ao lado Catedral de São Estevão

Ontem, 3 de julho, milhares de brasileiros saíram as ruas para pedir o impeachment do Bolsonaro, seja no Brasil ou mundo a fora. O que impulsionou e antecipou essas manifestações foi o escândalo da vacina Covaxin, junto com o mais meio milhão de brasileiros mortos. Número esse seguramente sub-notificado, já que não se testa o suficiente.

Desde do superpedido de impeachment, protocolado por várias forças políticas, na última semana, em Brasília, aumenta a pressão pelo impeachment de Bolsonaro.

Exatamente como o seu antecessor, Rodrigo Maia (sem partido-RJ), que se sentou em cima de vários pedidos de impeachment, por politicagem, Arthur Lira (PP-AL) prefere “esperar”, mesmo com 124 pedidos de impeachment.

A razão é simples: as eleições de 2022. Desde do começo da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid19, o objetivo era claro. Deixar o governo Bolsonaro sangrando até as eleições de outubro do ano que vem. O maior beneficiado é o Lula, livre para disputar eleições, depois das canetadas do Supremo Tribunal Federal.

Quantas mortes mais?

A pandemia ainda está longe de ser controlada. Aqui na Europa, mesmo com a vacina, as mutações impõem um desafio para os europeus.

Depois de meses de lockdowns, várias mortes, mais de um milhão de mortos, com o verão, os governos europeus esperam resgastar a economia. A abertura mostra que a recuperação econômica, a curto é possível.

Governos europeus apelam para a vacinação. As projeções para o outono não são nada boas. Grã-Bretanha que começou a campanha de vacinação primeiro, aqui na Europa, agora enfrenta o aumento significativo do número de casos de covi19, por conta da mutação Delta. Portugal se viu obrigado a impor medidas restrintivas para conter o avanço do vírus.

Impeachment já!

Além de salvar vidas, que só é possível com a vacinação, é preciso uma política que prevê a recuperação econômica.

É importante implementar subsídios, especialmente para os mais vulneráveis, mas ao mesmo tempo, colocar a economia para funcionar.

O Brasil não têm condições de bancar um lockdown, isso é fato. Então porquê o governo não apostou na vacinação? Tínhamos condição para isso, como mostrou o depoimento do CEO da Pfizer no Brasil na CPI da Covid19.

As vacinas brasileiras são reconhecidas internacionalmente. Tínhamos condição de oferecer vacinas aos brasileiros. Faltou iniciativa política do governo e da oposição.