Guerra na Ucrânia: Propaganda e Fake News

Com a Guerra na Ucrânia, eu me surpreendi com pessoas que eu pensava que tivesse, pelo menos senso. Dia desses estive em contato com uma acadêmica portuguesa. Na sua narrativa, a Ucrânia é culpada por ter “neonazis” em seu território. E não somente ela. Há uma parcela importante da esquerda ideológica que acredita nisso.

Essa foi a desculpa que Vladimir Putin encontrou para invadir o país ou seja para “desnazificar” o país. Além disso, Putin afirmou que os dois países são nações irmãs. Claro que seu objetivo é colocar um Presidente pró-russo, exatamente como acontece com a sua vizinha Bieolorússia que é comandada a mãos de ferro por Alexander Lukashenko.

Não há provas de “neonazismo” na Ucrânia. Tanto assim que o Presidente ucraniano, Volodymir Zelensky é judeu. Nas eleições de 2019, o partido da ultradireita ucraniana, o Svoda teve apenas 1,6% dos votos.

Guerra e Fake News

Em tempos de guerra é uma oportunidade perfeita para a proliferação de fake news, especialmente para uma guerra é documentada pelas redes sociais. Em entrevista para o jornal “Krone Zeitung”, a jornalista austríaca especializada em mídias digitais, Ingrid Brodnig fala que parte da narrativa russa vem do Russia Today – RT ou Sputnik, ambos banidos nos países da União Européia.

A Rússia também possue uma fábrica de trolls – uma série de perfis automatizados ou simplesmente pessoas que passam o dia escrevendo nas redes sociais. Esses vem atacando nos comentários dos jornais tradicionais da imprensa alemã nas redes socias com os comentários: “Ucrânia é faschista”, “Putin é genial” ou “Europa é decadente”.

O que fazer?

Se você vive na Áustria ou na Alemanha, a melhor alternativa é seguir os principais canais de notícias como o ORF, ZDF ou ARD. Aqui no DricaRibas, eu vou estar trazendo a informação verificada também.

Aqui eu mostro as cinco principais Fake News sobre a Guerra na Ucrânia

  • A Ucrânia possue armas nucleares: Não há nehuma prova disso;
  • A Ucrânia bombardiou uma crechê em Luhansk, a região separatista pró-Rússia: Na verdade, o bombardeio veio deles mesmo;
  • A Rússia não ataca alvos civis: Isso não é verdade. A Anistia Internacional possue tudo documentado. Sem contar com os jornalistas que trabalham aí;
  • A Criméia foi anexada “livremente”: O referedum de 2014 foi considerado ilegal pela Nações Unidas;
  • Na Ucrânia há muito “neonazis”: A partido da ultradireita Svoboda só conseguiu apenas 1,6% dos votos nas eleições de 2019.

Fonte: Entrevista da Jornalista Ingrid Brodnig para o jornal “Krone Zeitung”.