Escolas e a Covid19 na Áustria

Um dos grandes desafios na Pandemia é com certeza, a questão com as escolas. Logo na primeira onda de infecções, as escolas foram fechadas. Não se sabia, ao certo, como o vírus podia afetar as crianças e adolescentes. As aulas migraram para o mundo virtual, através de aplicativos como Zoom. Outra alternativa foi o Google School com exercícios e chat entre alunos e professores, especialmente as crianças da escola primária, o Volkschule.

Aí,virou um verdadeiro pesadelo para os pais. Muitos tiveram de trabalhar em suas casas, com o Home-Office – teletrabalho e, ao mesmo tempo, explicar as tarefas da escola para os seus filhos. Uma mistura explosiva.

Para os adolescentes, especialmente aqueles que já são mais independentes, as aulas virtuais funcionam melhor. Eles já possuem uma certa noção de responsabilidade e quem sabe pode fazer, pelo menos parte, das tarefas, sozinhos.

O grande problema são as crianças da escola primária. Elas ainda não conseguem seguir as aulas, em modo virtual. Todas as tarefas são colocadas através de um aplicativo. Aqui na Áustria, isso varia de escola para escola, qual aplicativo utilizado. No caso da minha filha, que vai a uma escola primária aqui, em Viena, o aplicativo utilizado foi o Google School.

Isso significa que os pais devem explicar as tarefas escolares, o que não é fácil. Mesmo que se entenda o comando do exercício, falta a ditática necessária para explicar para uma criança, de maneiras que ela consiga entender a tarefa.

Essa é a razão que levou o governo a ir se adaptando ao longo dos lockdowns. No começo, as escolas estavam abertas para aquelas crianças, cujos os pais devem trabalhar assim mesmo, como por exemplo, médicos ou policiais.

Depois, com estudos científicos, chegou-se a conclusão que os efeitos da Covid19, pelo menos das primeiras variantes, não era tão grave para as crianças. Mas, aí surgiu o problema da transmissão do vírus. Se ele não é “perigoso” para crianças, ele pode ser transmitido para os pais.

Manter as escolas abertas, enquanto for possível

Uma das estratégias adotadas nas escolas, aqui na Áustria são testes para detectar o vírus da Covid19. São três testes por semana, duas vezes teste Antigeno, o teste do cotonete, e uma vez o teste PCR, o teste do gargarejo. Uma vez detectado o aluno infectado, ele é colocado em quarentena.

Ao longo do tempo, essas regras foram se flexibilizando. As regras atuais são de 10 dias de quarentena, com a possibilidade no quinto dia de se fazer um teste PCR. Caso o teste seja negativo, o aluno não precisará de quarentena.

Mas, com a chegada da variante Ômicron, as regras de quarentena para as escolas vão ser mais restritas. Por se tratar de uma variante mais infecciosa e não se saber ao certo, se as vacinas administradas até agora são eficazes, a quarentena será de 14 dias.

Em Viena, atualmente, são três turmas de ginásio em quarentena restrita. A grande pergunta é como será a volta às aulas, após recesso de Natal e Ano novo.

A escola da minha filha, o recesso escolar vai até o dia 10 de janeiro. E para seu retorno, ela deverá apresentar um teste de PCR, mesmo que ela seja vacinada.

Aliás, como será a nossa vida, a partir de janeiro, somente o vírus, a variante Ômicron.