Eleições Municipais: O debate dos problemas cotidianos dos brasileiros ficaram de lado.

As eleições municipais transcorreram na santa paz. Milhares de brasileiros foram as urnas para escolher os representantes nos seus estados.

Toda a campanha foi tomada pelos “ismos”. Até mesmo a Pandemia, que aqui na Europa está a todo vapor, também foi colocada de lado. Já faz alguns dias que várias postagens, nas redes sociais falam da sobrecarga dos hospitais, especialmente dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

O positivo é que a população decidiu abortar os “ismos”, especialmente os candidatos apoiados pelo Presidente Jair Bolsonaro, que não se elegeram. Isso é um recado da população, que se cansou da polarização estremada. Também mostra aos políticos, que se as redes sociais são ferramentas importantes para persuasão do público, mas elas não substituem o mundo real, a política presencial.

Haverá segundo turno nas 57 cidades, dentre as quais, 18 são capitais. O segundo turno está marcado para o 29 de novembro.

Observando o Rio de Janeiro e São Paulo, o nível do debate parece que não se voltará para os problemas cotidianos da população.

No Rio, o prefeito atual Marcelo Crivella (Republicanos) enfrentará Eduardo Paes (DEM). Crivella é aquele que usa sua militância contra jornalistas e a população. Conhecido ficaram a série de reportagens do Globo mostrando que qualquer um que reclame sobre os serviços médicos, acabe sendo enxotado. O prefeito é da linha negacionista do Presidente. Eduardo Paes é aquele que era Prefeito quando a ciclovia Tim Maia foi construída. A ciclovia foi erguida em 2016 e tem, pelo menos, quatro trechos derrubados. Se ele disse que se arrependeu do projeto, ele mesmo poderia, quando estava no cargo, ter fiscalizado. Afinal de contas, a ciclovia Tim Maia custou 44,7 milhões de reais do bolso do contribuinte fluminense. Os dados são do Jornal “O Globo”. Difícil escolha, para os cariocas da gema.

Em São Paulo, o segundo turno ficará entre o Prefeito Bruno Covas do PSBD e Guilherme Boulos do Psol. A cidade de São Paulo é o coração econômico do país e precisava de estratégias claras contra o Coronavírus, que aliás segue a congestionar os hospitais. Mas, pelas vistas, a campanha seguirá entre “fascistas” ou não. Aliás, diga-se de passagem, termo que caiu na “normalidade” quando não deveria, já que muito desses, nem sabe o que realmente significa “fascismo”. Lamentável.

Se a população decidiu abortar os “ismos”, infelizmente terá dificuldade para escolher candidatos comprometidos com seus problemas cotidianos. Pelo andar da carruagem, esses seguirão colocados de lado.

Para atualizar o post, os primeiros debates após a eleição, os candidatos para as principais capitais brasileiras, parecem ignorar o vírus. Sabem que um lockdow é uma medida impopular, mas o fato de “ignorar” também não é uma estratégia. Eles serão cobrados assim mesmo, pelo seus eleitores.