Cazaquistão, a bola da vez

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Depois da Bielorússia, agora é o Cazaquistão que entra em turbulência. Protestos violentos tomaram conta do país, por conta do aumento dos preços dos combustíveis, desde do último fim de semana.

O Cazaquistão é um ex-estado soviético rico que possue petróleo e gás. O país possue uma relação estreita com a Rússia, até por conta da sua geografia. A fronteira entre os dois países é de 7.600 quilômetros.

As forças de segurança do país informou a morte de vários manifestantes, na cidade de Almaty, a principal do país.

Rússia oferece ajuda

O governo russo de Vladimir Putin já enviou ajuda ao Cazaquistão. A missão de paz é através da (OTSC), a Organização do Tratado de Segurança Coletiva, aliança militar e ex-estados soviéticos dominada pela Rússia.

De acordo com especialistas, essa “revolta” no Cazaquistão é uma ameaça para a própria Rússia, que também anda enfrentando protestos no próprio país.

Há um intercâmbio enorme entre os dois países. Os cazaques são o maior grupo de estudantes nas faculdades russas. Aproximadamente 3,5 milhões de russos vivem no lado norte do Cazaquistão.

Problemas políticos

Além do aumento do preço dos combustíveis, há o descontentamento político.

Cazaquistão é um país que não possue oposição. Quando há eleições, o partido do governo sempre ganha com 100 % dos votos.

O presidente, Kasim-Yomart Tokaev classificou os protestos como uma “operação terrorista” com o intuito de desestabilizar o país.

Ainda não se sabe qual será o desfecho. Os países do ocidente pedem cautela e que se escute os manifestantes.

Já o governo russo tem todo interesse em “ajudar” a conter as manifestações. Elas podem se propagar em território russo.

Atualização: De acordo com o site austríaco ORF, os protestos no Cazaquistão se intensificaram e há pelo menos 164 mortos e 5.800 pessoas presas. Veja aqui.