Desmonte da Lava-Jato: Farra com o dinheiro público.

Já não é de hoje que a elite política brasileira, independendo de ser “direita” ou “ esquerda” quer eliminar a Operação Lava-Jato. Afinal de contas, existe coisa mais “chata” que fiscalizar o uso do dinheiro público?

O fato é que com boa parte do Congresso enrolada com a Justiça, incluindo o filho 01 do Presidente – que o diga Queiroz – acabar com a Lava-Jato seria perfeito.

O DricaRibas pergunta: em tempos de Pandemia, onde a prioridade é a existência dos brasileiros, pagadores de impostos, como farão?

Para concluir este post, há gente engajada na política brasileira. Hora desses mostrar serviço.

Covid19 no Brasil: 1 milhão de infectados e 50 mil mortos.

Infelizmente, chegamos a essas tristes cifras. E aí vem uma pergunta: De quem é culpa? Verdade que o danado do vírus é super contagioso e perigoso. De acordo com o site do Johns Hopkins University, já são mais de nove milhões de pessoas infectadas no mundo e com mais de quinhentos mil mortos. Mas, isso não isenta o governo brasileiro em nada, que é uma mistura de incompetência e politicagem barata.

Bem, vamos fazer uma lista de culpados e fatores que nos levaram a esses números de Covid19:

1. Bolsonaro: Desde do comecinho da Pandemia, ainda em março, o Presidente sempre tratou a Covid19 como “gripezinha” quando nunca foi. Promoveu várias manifestações contrariando as recomendações de virologistas e epidemologistas para evitar aglomeração de pessoas. Furou a quarentena. Sempre insistiu de que a economia não deveria parar. Mas, para isso, precisava-se de planejamento e sobretudo testes, para saber onde estão as cadeias de infecção e isolar os infectados. A partir daí, preparar uma reabertura das atividades econômicas. Isso não aconteceu. Chegou ao cúmulo de querer retirar a divulgação dos dados da Covid19, para evitar “notícias ruins”. Tapar o sol com a paneira não resolverá o problema;

2. Congresso: Até agora, os senhores parlamentares não apresentaram propostas concretas para conter o vírus e reativar a economia. Muito pelo contrário, aproveitaram a facilidade para liberação de recursos, para alimentar suas bases eleitorais. A imprensa independente já vem noticiando sobre os vários escândalos na compra de respiradores super faturados. Até agora também, se fala em “manter” as eleições para esse ano. O político brasileiro vive em eterna campanha eleitoral e acha que o dinheiro público, aquele que os brasileiros pagam os impostos é só para isso;

3. Governadores e Prefeitos: O Supremo Tribunal Federal decidiu que os governadores e prefeitos devem ter as diretrizes para lidar com a Covid19. O resultado também é um desastre, basta ver os números, principalmente no estado de São Paulo. Impressionante como prefeito e governador não foram capazes de traçar um plano comum para a contenção do vírus. Surpreendente que não haja barreiras sanitárias entre municípios com mais ou menos infecções;

4. Oposição: A única proposta da oposição é o isolamento e nada mais. Como fica a economia? E a existência das pessoas? O estado é um bolso sem fundo? Sem contar que há um setor da esquerda que está caladinha, esperando um número maior de mortos para lá frente, fazer politicagem. Deplorável;

5. Elite: Quem não se lembra da influenciadora que fez festinha e colocou as fotos no Instagram? Pois é, assim é a mentalidade da elite brasileira. Dia desses, em Brasília houve uma festa de uma blogueira com direito a teste para Covid19, na entrada. Qual é a palavra? Descaso;

Bem, esses são apenas alguns cupados e fatores que nos levaram a esse caos. Isso também nos leva a uma reflexão, de como projeto de país simplesmente falhamos. Quem sabe, seja o momento de repensarmos tudo e sobretudo, eleger pessoas dispostas a fazer política e não politicagem.

E para o completar esse post, meus pêsames as familias dos mais de ciquenta mil mortos. Isso sim, uma tragédia.

Política Brasileira: O Show dos Horrores

Já faz semanas que Bolsonaro e seus seguidores fazem protestos, a cada domingo. Ali, uma parte desses seguidores, que não apreciam a democracia, pedem um golpe. A razão para esse “golpe” é para conter a volta da esquerda, em outras palavras a volta do PT.

O que Bolsonaro e parte de seus seguidores ignoram é que estamos no meio de uma pandemia de  um vírus altamente contagioso, o Covid 19. Vírus que já custou a vida de milhares de pessoas mundo a fora. De acordo com o site da Universidade John Hopkins, já são mais de seis milhões de infectados, com mais de 350 mil mortos e mais de 188 países, o qual o Brasil está incluído.

De acordo com esse site, o Brasil está em segundo lugar, em número de infectados, 514.849 e também em número de mortos, 29.314. Verdade que o danado do vírus não dá trégua. Precisávamos de uma política de combinasse salvar vidas e a economia. O Covid19 também não dá trégua aí. Aliás, até agora não se viu nenhuma política para reativar a economia. Milhares de brasileiros já perderam seu emprego e se perguntam como seguirá com sua existência.

O DricaRibas já escreveu sobre a ausência da oposição. Essa quer deixar o país sangrando até 2022 para finalmente, voltar ao poder. Uma parte dessa oposição, conhecido “Centrão” é formado por partidos fisiológicos comandando por políticos acostumados com a corrupção e enrolados com a Justiça. Qualquer política de combate à corrupção é ruim e será combatida. Que o diga o Juiz de Garantias e o fim da Prisão em Segunda Estância.

Outra parte, a esquerda, ainda comandada parcialmente pelo PT, segue com seu projeto de poder de transformar o Brasil em uma espécie de Cuba, em outras palavras, uma ditadura de esquerda. E aí é que mora toda a problemática da política brasileira: os bolsonaristas aproveitam disso e se rivalizam com os petistas. Isso explica as manifestações de ontem.

Parte dessa situação também é explicada pela Câmara dos Deputados que insiste não prosseguir com o Impeachment do Bolsonaro. Isso também favorece aqueles que irritados, sairem às ruas.

O que se vem notado, desde que começou a crise com o Covid19 é que os principais atores políticos não estão dispostos a negociar uma saída, na política, para colocar o país de pé. Atores políticos, indepedendo de serem “esquerda” ou “direita” simplesmente não querem. Eles estão acostumados a fazer politicagem.

Estamos em um momento muito delicado. A hora é todos os moderados, não importa a ideologia se unam para barrar os extremistas. Querer um país que funcione para todos, não importa a cor da pele, a classe social, a religião, o estado que venha. Hora de colocar os extremistas no seu lugar certo, ou seja, a insignificância da história.

Fonte: Site da Universidade John Hopkins: http://www.coranavirus.jhu.edu.com

Cadê a Oposição?

Uma pergunta natural, mais ainda em tempos de crise. Ela tem a função de questionar o governo, em todos pontos críticos. Isso é muito importante para ampliar o debate público e gerar também um questionamento na população. Afinal de contas, a população deve ser informada sobre como será sua vida, já que os projetos do governo são mantidos pelo dinheiro público, ou seja, do dinheiro pago pelos impostos.

Até agora a oposição brasileira se mostrou, apenas pelas beiradas. As vezes, um ou outro representante aparece seja pelas redes sociais. Lula aparece no Twitter ou com entrevistas em sites “amigos” do PT. Quase sempre para rebater o Bolsonaro, para enquadrar o debates dos “ismos”, o que aliás é a tônica da política brasileira. Recentemente, Lula chegou a afirmar que o vírus era bom, porque assim o Estado finalmente mostrava sua força. Foi obrigado a voltar atrás e pedir desculpas.

Ciro Gomes é aquele que tem como inimigo ele mesmo, por seu temperamento explosivo. Alguém ainda se lembra do episódio da retroescavadeira? Verdade que seu irmão Cid Gomes não poderia ser baleado, mas partir para cima como uma retroescavadeira… Isso mostra que uma parte importante da esquerda brasileira acredita ainda na violência para se fazer política.

Aliado a isso, há o chamado “Centrão”. Esse é um grupo de partidos políticos, parte deles criados para unicamente usufruir do Fundo Nacional Partidário. Aproveitam-se da falta de transparência sobre o uso do dinheiro público, bem como a burocracia. Com ele, uma série de empresários que também usufruem desse sistema que mistura, a falta de controle e burocracia. Lá trás, eles apoiaram o Lulopetismo e agora está firme e forte com o Bolsonarismo.

A medida que saíram a luz as denúncias contra Flávio Bolsonaro, o Presidente tem feito de tudo para tentar proteger o filho. Não teve pudor de trocar a chefia da Polícia Federal no Rio e se liberar do Sérgio Moro. Abrimos um parêntese aqui, sem o sucesso da Operação Lava-Jato, Bolsonaro jamais se elegeria. Encontrou a oportunidade perfeita para se aliar ao famoso “Centrão” para fugir do Impeachment.

Para concluir esse post, ainda analisando o famoso vídeo, o DricaRibas considera muito grave que o Presidente queira armar a população civil contra uma eventual ditadura. Aí fica a pergunta: Existe diferença entre uma ditadura de esquerda ou direita e a resposta é simples: não.

Coronavírus no Brasil: Entre o despreparo dos políticos e os oportunistas.

Estamos no meio de uma Pandemia. Parece muito difícil, mas uma parte importante da elite política ainda não entendeu isso. As vezes, eu me pergunto se efetivamente não entenderam ou fingem não entender. Sinceramente, eu ainda não encontrei a resposta.

Ontem à noite, o programa “Roda Viva” colocou no ar uma entrevista com o Felipe Neto. Ele virou uma voz muito importante contra o governo, isso é fato, embora sua trajetória seja bastante questionável. A pergunta que fica no ar: Será que ele mudou com um propósito de tentar uma carreira na política? Ainda é cedo para saber.

O fato que sua entrevista de ontem, cheia de lacração, serviu para “alegrar“ um setor da esquerda, que ao invés de se organizar como uma oposição com idéias e projetos, precisa de de “heróis”. Aliás, uma marca da política brasileira.

O “Roda Vida” poderia ter aproveitado o espaço para convidar especialistas, tipo virologistas ou infectologistas para esclarecer dúvidas da população sobre a Covid19. Quem sabe trazer economistas para discutir os impactos econômicos da pandemia. Como salvar os empregos? Como ajudar os pequenos e médios empresários? Até agora, essa discussão ainda não foi levada a sério, por uma parte importante da imprensa.

Isso reflete também no debate político. O governo federal encara a Covid19 como uma “gripezinha”, já trocou duas vezes o  Ministro da Saúde e segue sem nenhuma política para tentar salvar o maior número de vidas possível. Claro que isso reflete, o descaso de governos passados que nunca investiram na saúde, seja com a melhoria de postos de saúde e hospitais e a qualificação do profissionais da aérea.

Por outro, pode-se compreender o desespero do governo federal de reativar a economia. No caso específico do Bolsonaro, sua preocupação maior é evitar o Impeachment. Acreditar que ao colocar as pessoas de volta, em suas rotinas e com o comércio e indústrias abertos, tudo voltará como antes, trata-se de pura infantilidade. A necessidade de uma política de saúde e econômica são imprescindíveis.

Aliás, uma política entre o governo federal e estaduais serão fundamentais. O que se observa é a ilusão de que o “lockdown” resolveria o problema. Salvar vidas é importante, mas as pessoas também vivem de emprego. O governo não tem como bancar tudo.

Uma estratégia importante adotada pelos governos austriaco e alemão é realizar o maios número de testes possíveis para encurralar o vírus, em outras palavras, isolar os infectados pela Covid19.

Poderia ser uma estratégia para reativar a economia. Mas, governadores preferem usar o vírus para fazer politicagem ou transformar as coletivas de imprensa em espetáculos mediáticos. Tudo de olho nas eleições municipais, se é que elas vão acontecer.

Para concluir, o “Roda Viva” de ontem só serviu para alimentar o “nós contra eles”. Enquanto seguirmos nessa trajetória, não chegaremos a lugar nenhum. Quem sabe o vírus os engole?