Anvisa: Dúvidas sobre a SputnikV

A decisão da Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária de recusar o uso emergencial da vacina russa Sputnik V repercutiu internacionalmente. A razão da recusa foi a presença de vírus replicante. Para a Anvisa, a presença de vírus replicante e que não se sabe, por quanto tempo esses ficam no corpo humano, pode gerar danos a saúde, especialmente, naqueles que o sistema imunológico já esteja comprometido.

Tanto assim, que a Anvisa enviou análise da SputnikV para a OMS – Organização Mundial de Saúde e para outras autoridades regulatórias estrangeiras.

A Eslováquia havia importado 200 mil doses da vacina. Acabou não utilizando por encontrarem dados diferentes, entre a vacina e os dados apresentados. Resolveram não utilizar.

Áustria e Alemanha mostraram interesse em comprar a vacina. com a condição de que a mesma receba uma autorização da mesma. A EMA – Agência de Medicamentos da Europa ainda analisa a SputnikV, não há data para liberação de uso, dentro dos países da União Européia.

Russos planejam processar a Anvisa

O Fundo Diretivo de Investimentos Russo planeja processar a Anvisa. Eles alegam influência política para a não aprovação da Sputnik V, no Brasil.

Governadores brasileiros compraram a vacina e esperavam a aprovação da SputnikV para começar usá-la. Aqui na Europa, também há muita pressão para a Sputinik V seja aprovada. O único país membro da União Européia a utilizar a vacina russa é a Hungria.

Apesar das críticas e da pressão política, a decisão da Anvisa foi bem vista por acadêmicos e autoridades internacionais.

Mesmo com o caos político que temos, a Anvisa e os Instituto Butantan e Fio Cruz possuem renome internacional por conta das vacinas. E serão eles que salvarão o nosso país dessa tragédia horrorosa que vivemos.