A que ponto chegamos

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Estamos entrando em uma fase muito perigosa da polarização. Na semana passada, o desconvite da cientista política Ilona Szabo para o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, por parte do Ministro Sérgio Moro deixou claro esse perigo.

Não se trata de uma questão de “concordar” ou “discordar”. Trata-se de escutar vozes da sociedade para se discutir assuntos que tocam a inexistente política de segurança pública, no Brasil.

O pior foi ver nas redes sociais, a etiqueta #morobundamole. Setores do próprio governo fritando o Ministro Sérgio Moro, com o intento de colocar algum darling nessa cadeira, com a desculpa que se deve afastar os “esquerdopatas”.

Na leitura do DricaRibas essa situação foi só um aquecimento do que será a discussão do projeto do porte de armas. Vale lembrar, que não foram os bolsonaritas que elegeram o Jair Bolsonaro como presidente e sim, os brasileiros que o elegeram porque não queriam Lula-Haddad como presidente. Queriam uma mudança na política do país.

Depois vem a segunda situação: o falecimento do netinho do Lula. Triste notícia por si mesma. O DricaRibas achou certo que o ex-presidente Lula fosse se despedir do seu netinho. Errado foi usar essa tragédia para fazer política, do mesmo jeito que setores da direita também o fizeram.

A que ponto chegamos! Para um país com gravíssimos problemas econômicos e sociais, como sairemos desse ponto para avançarmos? Como ultrapassar essa polarização? Fica a pergunta.

Obs: Em tempos onde a política virou uma espécie de Fla-Flu requentado, o DricaRibas avisa que não defende políticos, nem partidos políticos. O DricaRibas defende o debate de idéias na política, onde pensar diferente não é um erro, nem um pecado. Ganhar no grito, no tapetão ou na violência não resolverão os gravíssimos problemas que temos. Afnal de contas, todos pagam impostos, todos merecem serviços públicos de qualidade.