Covid19: A Crise em Manaus.

A falta de oxigênio nos hospitais em Manaus e a morte de milhares de pessoas por afixia mostra o lado mais cruel da politicagem barata brasileira.

Desde que começou a Pandemia, o governo de Jair Bolsonaro ignorou o problema, com seu negacionismo, aquele que varreu seu ídolo Donald Trump da Casa Branca. Trump tem agora dois pedidos de Impeachment e a possibilidade real de perder seus direitos políticos, ou seja, ser banido da vida pública.

De acordo com o jornal Correio Braziliense, há 56*pedidos de Impeachmente contra Jair Bolsonaro. O nobre Presidente da Câmara, Rodrigo Maia se limita a dar declarações na imprensa, sobre sua “indignação” para o caos da política de combate ao Coronavirus no Brasil.

A oposição também está muda. Parte dela, controlada pelo PT, prefere esperar que milhares de pessoas morram, para lá na frente, nas eleições em 2022, usar as cifras, para que seu lider máximo possa finalmente, voltar ao Palácio do Planalto. Se pessoas morrem, como mosquito, não importa.

Enquanto isso, o vírus segue dando as cartas. Sofreu uma mutação na Inglaterra, quem sabe proviniente da África do Sul. Essa mutação, o B117 obriga vários países europeus a seguirem em lockdown. A campanha de vacinação começou, mas ainda há pouca vacina disponível. Espera-se que até o verão europeu, metade de junho desde ano, boa parte da população dos países membros da União Europeia estajam vacinados.

Na Brasil, a Coronavac, vacina produzida com o Instituto Butantan e o laboratório chinês Sinovac espera pela aprovação da Anvisa. Atinge 50% de eficácia, o mínimo sugerido pela Organização Mundial de Saúde. É o famoso ditado popular: se tem tu, vai tu mesmo.

Que seja administrada, o mais rápido possível. Não houve nenhuma política de prevenção, ou seja, as pessoas seguiram se encontrando, assim mesmo. Inclusive, celebridades que se “indignam” com o governo, mas que segue “vivendo a vida adoidado”, como mostram em seus perfis no Instagram.

O Reino Unido baniu a entrada de brasileiros, depois que se descobriu uma possível mutação do vírus, proveniente de Manaus, através de turistas chineses. Em Manaus, há algumas semanas atrás, o governo decretou o lockdown, mas depois de protestos da população, inclusive apoiada por membros do governo. Voltou atrás e agora estamos vendo o resultado. Ironia do destino é o governo venezuelano fornecer balões de oxigênio.

A politicagem está custando milhares de vidas para o Brasil. Já ultrapassamos a marca dos 200 mil mortos. E olha que a Pandemia está longe de seu fim.

Obs*: agora são 61 pedidos de Impeachment.

Vacinem Já!

Máscara FPP2, recomendada aqui na Europa, em tempos de agravamento da Pandemia.

Existe aqui na Europa, uma grande preocupação relacionada com a mutação do vírus da Covid19, aquela que foi descoberta no sul da Inglaterra, o B117. Essa mutação pode ser até 70% mais infecciosa e obriga vários países europeus a permanecerem em lockdown, mesmo que o mesmo destrua suas economias.

No 27 de dezembro começou a campanha de vacinação, nos países membros da União Européia. Começou com a primeira vacina autorizada pela Comissão Européia, a Pfizer/Biontech. Essas vacinas são produzidas na Alemanha e na Bélgica. Houve muitas críticas quanto a demora da sua distribuição. Entretando, mais um laboratório foi autorizado a distribuir vacinas na União Européia, a Moderna. Espera-se assim, que com mais doses de vacinas, mais pessoas possam ver vacinadas imediatamente.

Há um receio que de que essa vacina não consiga conter essa mutação da Covid19. A necessidade de ser rápido na vacinação é peça central, na tentativa de se conter o vírus. Especialistas alertam, que mesmo com a vacina, ainda deverá se usar máscaras e manter o distanciamento social. As mutações colocam um desafio maior, para se conter o vírus e vencer a Pandemia.

No Brasil, há todo um debate em cima da Coronavac, vacina produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac. A princípio, divulgou-se que sua eficácia era de 78%, De repente, sua eficácia baixou para 50%. Essa divergência de dados e falta de transparência gera na população, uma enorme desconfiança. Claro, que não podemos deixar de lado, o oportunismo de nossos políticos, de pensarem que estão em enterna, diga-se, campanha eleitoral, no caso para a Presidência de 2022. A falta de senso comum, nesse caso de vencer a Pandemia, seria fundamental nesse momento.

Outro aspecto importante a apontar é a corrida para a vacina. Países ricos praticamente garantiram, as vacinas com melhores resultados. Desde do meio do ano passado fala-se em reservar vacinas. No Brasil, somente para o fim do ano.

Como já foi apontado pelo blog, a idéia de possuir uma fórmula panteteada de algum laboratório, não importa qual e produzir a vacina no Brasil, com certeza é melhor solução. Pena que a politicagem travou esse processo, que poderia estar mais noadiantado.

Por fim, nesse contexto, a Coronavac é a única opção viável no Brasil. Que comecem já a vacinação. E que continuem as pesquisas, para melhorarem sua eficácia.

Uma coisa é certa, a ciência é a única que vai nos tirar dessa Pandemia.

A politização da vacina no Brasil.

A vacina virou um fetiche nas mãos dos políticos, visando a eleição presidencial de 2022. Enquanto isso, 200 mil brasileiros morreram devido ao bendito vírus. E a oposição, essa é inexistente.

Na semana passada, o Instituto Butantan havia apresentado estudos que mostravam a eficácia de 78% da Coronavac. Na apresentação de ontem, para a imprensa, a eficácia baixou para 50%. E que aconteceu?

Aqui na Europa, há uma preocupação enorme de que a vacina administrada atualmente, não contenha a mutação do vírus, descoberta no sul da Inglaterra. O B117 pode ser até 70% mais infeccioso e obriga vários países a decretarem lockdown, como a Áustria e a Alemanha, por exemplo.

Ao mesmo tempo, o governo brasileiro estudava mandar aviões para Índia, para buscar vacinas do laboratório da Astrazaneca. O governo indiano disse que era cedo, liberar vacinas. O próprio país quer reservar para si, um estoque para sua população de mais de um bilhão de habitantes.

De qualquer maneira, há que correr contra o vírus. A Ford fechou suas três fábricas no Brasil. A queda nas vendas de carro foi fator decisivo, consequência da crise econômica, resultado da crise do Coronavírus. Assim como a Ford, outras empresas, a nível mundial, vem enfrentando o baque. Aqui na Europa, a crise do Coronavirus tem sido considerada, a pior crise econômica, desde da Segunda Guerra Mundial.

Politicagem não resolverá, só a ciência. E se certos políticos querem concorrer para o cargo de Presidente, em 2022, terão que fazer um bom dever de casa, em 2021. A nota até agora é bem ruim.

*texto atualizado.

Banimento do Donald Trump das redes sociais. Foi certo?

Essa é uma pergunta, que muitos fizeram, aqui na Europa. O banimento de Donald Trump do Facebook e Twitter pode ser encarado como uma ameaça a democracia ou falta de liberdade de expressão?

Desde de 2016, eleito Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump foi a incarnação da não política, do anti-establishment. Rasgou acordos históricos, como o Acordo de Paris ou o acordo contra a produção de armas nucleares, com o Irã. Usou o Twitter, como forma de comunicação direta com seus eleitores.

Pautou a imprensa mundial. Ele sabia que a cada decisão causaria reação nas alas ideológicas do partido democrata. Isso abriu espaço, para uma onda de oportunistas, que navegou nesse caminho. Um bando de caça-clicks e curtidas, cujo o interesse foi unicamente ganhar dinheiro. Influenciou políticos, mundo afora, como Jair Bolsonaro.

As redes sociais também lucraram muito. E por isso, nunca tomaram nenhum tipo de medida. O DricaRibas é contra todo o tipo de censura, mas a favor de filtros. A invasão do Capitólio foi incentivada por Trump, ainda Presidente, que não reconheceu sua derrota. Parte da ação foi coordenada através das redes sociais.

Parte desse imbróglio, a imprensa também é responsável, ao priorizar narrativas, à informação. Por quê? A informação incomoda aos políticos, muito desses, mais preocupados em estar no poder. Muitos desses, utilizam-se das redes sociais, com exércitos de perfis falsos, para atacar adversários. As redes sociais sabem disso e não tomam providências. Bots são lucrativos.

Defendo as redes sociais, com seu uso de conectar pessoas, mundo afora. De trazer um debate público, com pluralidade de idéias, com o objetivo de trazer debates para soluções, não importa se direita, esquerda ou centro. Idéias e formas de pensar diferente enriquece o debate público.

Se as redes sociais querem seguir, nessa linha, deveriam também banir todos os extremistas, terroristas, bandidos, etc e etc. Se é para retirar o mal pela raíz, que façam por completo. Será que farão? Fica a pergunta no ar.