E quando a vacina chegar.

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A situação da Covid19, na Europa se complicou muito nas últimas semanas. O número de casos explodiu, literalmente. Só aqui na Áustria, ontem, 11 de novembro, são 8.469 casos, de acordo com o Ministério da Saúde daqui. Houve um problema na hora de disponibilizar o número de casos de Covid19 na plataforma do Ministério, o server simplesmente deu tilde, não conseguiu formatar a quantidade de dados.

Havia, aqui no centro-norte da Europa, um sentimento de que estava tudo sobre “controle”, mesmo que virologistas haviam alertado de uma estação de frio difícil, ou seja, outono e inverno. Havia projeções de que se podia continuar com a chamada “nova normalidade”. Mas, o vírus, muito contagioso ultrapassou projeções e simulações. Verdade também, que todos estão cansados do tal do “Corona”. Quando posso levar a minha vida normal?

A notícia da vacina chegou com um alívio e uma perspectiva de vitória contra a Covid19. A Comissão Européia concluiu negociações com dois laboratórios, a Pfizer e a NioNtech para garantir, pelo menos 300 milhões de doses. Há uma espectativa de que se a vacina seja aprovada, 50 milhões de doses podem ser disponibilizadas ainda este ano. Torcer para que tudo dê certo.

Mas, voltando para a nossa triste realidade. Além do elevado número de casos de Covid19, há a sobrecarga dos hospitais, especialmente das UTIs. Um paciente de Covid19 precisa de pelo menos, dez dias no hospital. Muitos precisam do respiradouro e outros de tratamento intensivo. Isso tira camas e enfermeiros de outros doentes e de acidentados. Por isso, há a necessidade do confinamento, o lockdown. Muitos países, como a França adotaram um lockdown total. Aqui na Áustria, o lockdown noturno, que completa 10 dias, não surtiu efeito. Há a espectativa de que nas próximas horas, se anuncie um lockdown total.

Se aqui na Europa, o vírus surpreendeu os governos, no Brasil, ele é usado para fazer politicagem visando as eleições municipais de domingo. Bolsonaro chegou a comemorar a morte de um dos participantes do programa do Coronavac, vacina que será utilizada pelo Estado de São Paulo. A Anvisa suspendeu os testes, com razão para saber, qual foi a causa da morte. No momento seguinte começou tudo um clima, de vacina e não vacina, típico da rinha de galos que se transformou a política brasileira.

É louvável que o governo do Estado de São Paulo queira disponibilizar a vacina, mas cabe também a prudência e sobretudo, transparência em todo o processo e pensar, em especial, no bem-estar da população. Doria está de olho, já na campanha presidencial de 2022. Imaginar que só a vacina resolverá a crise, que o vírus impõe é ser no mínimo infantil.

Os últimos acontecimentos no solo europeu mostram isso. Somente com fatos, número de casos de Covid19 e ciência, opinião e estudos dos especialistas é que podemos ter uma luz no fim do túnel. De qualquer maneira, o inverno europeu será longo.

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