Covid19 na Europa: Por que morre menos gente na Europa?

Formulário para teste da Covid19 nos colégios em Viena.

Ontem, eu estava acompanhando esse debate nas redes sociais no Brasil. Com certeza, não é uma pergunta fácil de se responder, mas podemos fazer uma comparação com a estratégia adotada por aqui, com a estratégia brasileira.

O grande diferencial  é com certeza os testes realizados para a detecção da Covid19. Verdade que no começo da Pandemia, não se conhecia muito sobre o vírus. Não havia muitos testes disponíveis, bem como todo equipamento para proteção, como máscaras. Seis meses depois, conseguiu se traçar uma estratégia para conviver com o vírus e ela é baseada nos testes.

No começo da Pandemia, tanto o governo alemão e austríaco disponibilizaram números telefônicos, para que as pessoas telefonassem, antes de ir ao hospital. A idéia era evitar a aglomeração de pessoas nos pronto atendimentos e com isso mais infecções e mortes, como aconteceu na Itália e Espanha.

Nem sempre funcionou perfeito. No começo da Pandemia, os números ficaram sobrecarregados, e agora, na segunda onda, o problema persiste. Nas últimos dias, o governo da cidade de Viena disponibilizou ruas para que as pessoas venham de carro e façam o teste. Também haverá testes nos colégios. Ontem, eu recebi do colégio, uma autorização  para que minha filha faça o teste.  Na Alemanha, por exemplo, discute-se criar postos para se tirar temperatura. Todas essas estratégias é para evitar um segundo lockdown.

No começo da Pandemia, o lockdown – o encerramento de todas as atividades comerciais, sociais, escolas foi necessário. Não se conhecia sobre a Covid19. Foi um laboratório ao ar livre.

Boa parte dos mortos foram dos grupos de riscos. Pessoas acima de 65 anos, com alguma doença pré-existente. Além do teste, sempre se realizou uma autópsia para confirmar a causa da morte. Também houve uma preocupação com os grupos de riscos. Casa de repouso e asilos foram literalmente lacrados. Tudo isso, para proteger os idosos.

Durante o verão, houve a flexibilização, já que o numero de casos foi colocado sobre controle. Mas, o vírus mostrou o quanto infeccioso é. O bom exemplo disso é a Tchequia. No começo da pandemia, o país vizinho da Áustria tinha pouquíssimos casos. Depois do verão, em dia teve mais de três mil casos.

Na leitura DricaRibas, os governos não tiveram a precaução necessária para o outono. Esse que marca o inicio das aulas e todas atividades. O mais preocupante é que ainda não chegou o frio de fato, esse marcados por resfriados e gripes. Com certeza, não será fácil. Mesmo que o primeiro lockdown foi necessário, o prejuízo na economia foi imenso, seja pelo número de desempregados ou empresas que fecharam.

 E no Brasil? A Covid19 foi tratada como mais um tema para polarizar. Não houve testes o suficiente. Recentemente, conversando com amigos em Brasília, fazer um teste para Covid19 e difícil. Ou paga-se através do plano de saúde, que nem todos possuem ou espera até 10 dias pelo SUS. O que para alguns pode ser tarde demais.

Uma coisa que sempre me intrigou, no Brasil é a alta taxa de mortalidade entre jovens. Mas, como não houve testes, tampouco não houveram autópsias. Ao estabelecer um protocolo único para a Covid19, essa pergunta dificilmente serás respondida.   

Para concluir esse texto, a estratégia  dos testes tem se mostrado fundamental, seja para salvar vidas ou a economia dos países. Agora, ela vai enfrentar sua prova de fogo. Torcemos que dê certo.

Fontes: Dois institutos responsáveis pela contagem prevenção da Covid19.

Robert Koch Institut na Alemanha: https://www.rki.de/DE/Home/homepage_node.html

Ages na Áustria: https://www.ages.at/themen/krankheitserreger/coronavirus/#