Covid19 na Europa: Como parar o vírus?

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Ontem, eu estive em uma exposição de jardins, na cidade de Tull, no estado da Baixa Áustria. De repente, a chuva chegou. Todos foram se abrigar na cantina do parque de exposições. Acontece, que o lugar era pequeno e ficou cheio. O DricaRibas optou por uma marquise no parque mesmo. Havia uma segunda pessoa, essa bem afastada de mim.

Comecei esse texto, com essa história para ilustrar como será o outono, com chuva e temperaturas mais baixas, onde todos serão obrigados a ficar em lugares fechados. Até agora, estudos sobre a Covid19 mostra que o vírus gosta de lugares fechados, com aglomeração de pessoas para se espalhar e infectar o maior número de pessoas possível.

Com o fim do verão europeu, número de casos de Covid19 vêm aumentando consideravelmente. A França já conta com mais de seis mil casos e se o governo se viu obrigado a tomar medidas drásticas, como o uso obrigatório de máscaras, também ao ar livre.

O governo austríaco colocou um alerta de viagem para a Croácia, país muito querido de férias. A cidade de Viena colocou posto de testagem no Prater. Primeiro, só para aqueles que retornaram da Croácia e depois para todos, mesmo aqueles que passaram férias na Áustria. O resultado até agora mostrou que um terço dos casos de Covid19 são de turistas austríacos que estiveram no Croácia, e outros?

Quem passou o verão aqui, observou piscinas públicas lotadas, muitos sem máscara e pouco distanciamento social. Se há aqueles que entendem que devem seguir as regras, outros simplesmente ignoram. Se havia uma esperança, de que o vírus tiraria férias, as estatísticas mostram o contrário.

No último fim de semana, em Berlin houve uma manifestação contras as medidas para conter a Covid19. Foram 38 mil pessoas. A princípio, a manifestação foi proibida, já que iria de encontro contra as regras para conter a Pandemia. Depois, tribunais superiores decidiram que a manifestação poderia acontecer, desde que houvesse o distanciamento entre os participantes, bem como o uso de máscaras. Nenhum dos dois aconteceram e a polícia dissipou a manifestação.

Foto tirada da TV, do canal PULS4.

Se o direito de manifestar-se é garantido, como fica se a cada aglomeração de pessoas muitas poderão se infectar e até mesmo falecer? Quais são os limites? Perguntas difíceis de responder.

De todas maneiras, os governos do norte da Europa vão tentar de tudo para evitar um segundo lockdown, já que ainda se faz as contas dos prejuízos do primeiro. Setores como o do turismo, aviação e cultura são os diretamente afetados. Muitas empresas quebraram, muitos perderam seus empregos.

Teremos um outono-inverno muito difícil pela frente. Uma coisa é certa, enquanto não houver vacina, não teremos uma vida normal.

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