Diário DricaRibas: Em tempos de Coronavírus

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Resolvi escrever em forma de diário. Não tem sido fácil colocar conteúdos no DricaRibas, para mim. Desde do começo da crise do Coronavirus, aqui ma Europa, com a família em casa, o máximo que consigo é gravar vídeos. E quando dá.

Muitos de vocês também estão na mesma situação. A idéia é retratar meu cotidiano e mesclar com alguma análise política da vez. Espero que vocês gostem!

Aqui na Áustria, a crise do Coronavirus começou no 16 de março, quando tudo fechou as portas. Comércio, colégios, universidades, restaurantes, a vida social se apagou. A razão era de conter a propagação do Coronavírus. Nesse momento, o número de casos na Itália era enorme, na Espanha o número de casos também saltava.

Logo nas semanas seguintes, o número de casos aumentou drasticamente aqui. O governo colocou um número telefônico a disposição da população, caso tenham os sintomas. A idéia era evitar o contágio nos hospitais e preservar os professionais da saúde. Também foram lacrados, os centros geriatricos, no sentido literal da palavra. A idéia era preservar a terceira idade, o que também foi bem sucedido.

Hoje, no dia 6 de maio, estamos na chamada “Nova Normalidade”. Lojas reabriram, parte das escolas voltaram e parte da vida social também. Mas, eventos com aglomeração de pessoas, ainda não e pelas vistas, ainda tardará. O danado do vírus gosta de aglomeração de pessoas. Eventos culturais e esportivos estão cancelados.

Na “Nova Normalidade” temos que usar máscaras e isso é muito estranho. Andar em um transporte público, sempre gera aquela desconfiança. Será que moço que se aproximou, vai me infectar?

Especialistas afirmam que a Pandemia dura dois. Nós não poderemos estar dois anos trancados em casa. Nem mesmo um país pode estar em “lockdown” por dois anos. Dois meses já arrasaram a economia, retirando empregos de milhares de pessoas.

Para concluir, o nosso diário de hoje, eu gostaria de dedicar algumas palavras a situação política brasileira. A elite política brasileira sempre navegou de acordo com os seus interesses. Não teve pudor, no passado, ao abraçar o projeto de poder lulopetista. Esses queriam transformar o Brasil, em uma Cuba, ou seja, uma ditadura de esquerda.

Nas eleições presidenciais passadas, Bolsonaro conseguiu ganhar as eleições com uma proposta de renovação na política, além do combate à corrupção. Um ano e meio depois, o que vemos, é um projeto de ditadorzinho fajuto que tenta esconder a sujeirada de seus filhos. Para que trocar o diretor da Polícia Federal no Rio de Janeiro? Qual intuito?

Vale lembrar que o Bolsonaro é fruto do Lula. Nos últimos dias, o nosso Presidente resolveu endurecer o discurso. Fez isso, porque sua noção de democracia é zero e também sabe que encontrará respaldo no lulismo.

Estamos em plena Pandemia, isso mostra a ausência de serviços públicos. Verdade que a Covid19 também leva a situação ao limite, como vimos, até na Áustria e na Alemanha. Além do desastre na saúde, teremos que enfrentar o desastre na economia, o que parece que as Vossas Excelências, em Brasília, ainda não se convenceram.

Por fim, as belas e tristes palavras de Lima Duarte sobre a morte de Flavio Migliaccio. Dois gigantes do teatro brasileiro. Precisamos aprender a valorizar os nosso idosos, escutar seus ensinamentos para evoluirmos, como sociedade. E aí fica a pergunta: Quando finalmente colocaremos os oportunistas na insignificância da história?

Video de Lima Duarte sobre a morte de Flavio Migliaccio:

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