A Ausência do Senso Comum

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Já não é de hoje, que o debate político brasileiro anda contaminado. Qualquer coisa que você fala, desde algo mais simples, vai ser enquadrado dentro de um pensamento de uma bolha X ou Y. Não temos direito, nem minimamente falando, a colocar as nossas opiniões. Divergir de algo virou um ato proibido.

O medo é tanto, que nas redes sociais, certos perfis correm para apagar curtidas ou apagar comentários. Para que?

Vale lembrar que todos pagam impostos e todos merecem serviços públicos de qualidade. Esse debate é importante e fundamental, mas ainda em um país, como o Brasil, onde os três serviços públicos básicos são inexistentes para uma parcela importante da população, pagadora de impostos.

O fato que parte importante da elite política prefere se esconder atrás de “ideologias” para se perpetuar no poder. Vale lembrar que cada um tem a sua ideologia e isso não é desculpa para se ausentar do debate público.

Quando não se vive exclusivamente dentro de uma bolha ideológica, percebe-se que temos que tratar com pessoas que são diferentes da gente. Isso não significa que seja tarefa fácil. Isso significa um exercício constante e sobretudo, o de respeito com o outro. Não há outra alternativa.

Os estimados políticos e funcionários públicos de alto escalão, especialmente aqueles que possuem livre circulação na Praça dos Três Poderes, em Brasília, desconhecem esse fato. Vivem uma vida de luxo, com direito a todos mimos, que o brasileiro comum jamais terá.

Passam seu tempo nas redes sociais inflando um exército de perfis falsos, além de possuírem assessores de imprensa fantasiados de jornalistas para plantar narrativas. Há pelo menos, uma narrativa por dia e no fim do mesmo, dependendo do momento, uma prevalecerá.

Assim são das coisas, até porque o Brasil é um país que vive quase exclusivamente de dinheiro público e que depende da chancela dos políticos. Enquanto for assim, dificilmente avançaremos.

Cabe a sociedade civil questionar os seus políticos. Questionar não significa partir para a agressividade, como xingamentos ou agressão física. Não existem mitos ou salvadores da pátria. Existe um país que precisa ir para frente e permanecer exclusivamente, em bolhas ideológicas só favorece a um pequeno grupo.

Por fim, para concluir este post, o debate político não é feito de baixarias ou puxações de tapetes, como se vê atualmente. Para que serve achincalhar o outro ou expor datos pessoais nas redes sociais?

Precisamos do senso comum, mesmo com divergência de opiniões, caso contrário, o show dos horrores prevalecerá.

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