No Reino das Alucinações

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Os últimos tempos, ler as notícias se transformaram em algo assustador. Será que entendo mesmo ou é uma brincadeira? Não sei, mas sinto meio perdida de alguma maneira.

Entendo que cada um tenha a sua opinião política e pode até rolar aquela discussão acolorada, do tipo a “minha verdade é melhor que a sua”. Tudo no campo da normalidade, onde o que queremos, que o país caminhe para a prosperidade.

Mas, não é isso que anda acontecendo. Existe um sentimento de ódio, rancor e até mesmo revolta. A minha verdade deve ser melhor que a sua e você cale a boca. Mas, se todos pagam impostos, porque eu devo me calar? Por que não podemos encontrar um meio termo e todos aproveitarem dos benefícios?

Os últimos acontecimentos mostram que a polarização começa a tomar formas perigosas. Para que serve plantar uma narrativa desconectada dos fatos, quando em tempos de Internet e redes sociais, as informações ali estão?

A entrevista da Petra Costa ao canal CNN é bom exemplo disso. Ela tentou explicar que a onda Bolsonaro veio há três dias antes das eleições, que empresários pagaram para Fake News e sem contar que taxa de homícidios cometidos por policiais, no Rio aumentou. O DricaRibas nem comentará sobre o “bebê satânico”, porque simplesmente é muito.

Bem, isso se trata de uma jogada do PT de colocar temas complexos, sem embasamento, só para justificar a narrativa da perda das eleições. A onda Bolsonaro já vinha consolidada, já no primeiro turno. A questão das fake news sempre foi amplamente utilizada pelo PT ( também utilizada pelo Bolsonarismo).

A questão dos empresários é complexa. As investigações, o Petrolão, mostraram que as campanhas de Lula e Dilma foram bancadas por caixa dois das empreiteiras, incluindo a própria Andrade Gutierrez, a qual Petra é herdeira.

Bolsonaro ganhou porque abraçou o discurso do combate a corrupção. Aliás, que ele próprio afundou ao longo do primeiro ano de seu governo, ao tentar proteger seu filho Flávio de suas encrencas com a Justiça.

Misturar a questão dos evangélicos com a taxa de homicídios é um bom exercício, para aqueles que não conhecem o Brasil. A grave questão de segurança pública do Estado do Rio, não se resolverá puramente com ideologias. E os evangélicos, o DricaRibas já se arrisca a escrever que são maioria e estão com o Bolsonaro. Basta observar as articulações políticas para a criação do partido do Bolsonaro, Aliança pelo Brasil com as igrejas evangélicas.

Por fim, o DricaRibas achou interessante observar as críticas a essa entrevista. Muitos formularam assim: não concordo com a Petra, mas torço para que documentário ganhe. Vale lembrar que, “Democracia em Vertigem” é um panfleto partidário, não é um documentário. Triste ver que uma parte importante da elite política brasileira não considera a corrupção, como um mal maior. Infelizmente…

Obs: o DricaRibas acredita que o documentário da Petra tem chances de ganhar. Tem coisa melhor que espizinhar o “amigo” do Donald Trump?

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