A Vertigem da Política Brasileira

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Ler as notícias do Brasil ou simplesmente navegar pelas redes sociais dá um vazio profundo. A sensação que tenho é que estamos entre 1964 e 1989, logo após a abertura política. Em outras palavras, o muro de Berlim ainda existe para muitos, no Brasil.

A cada momento há um escândalo dos “ismos” e “istas”. O último dele foi o vergonhoso vídeo do ex-Secretário de Cultura do Governo Bolsonaro, Roberto Alvim. Seu vídeo com a música de Wagner no fundo e citação de Goebbels é nojento. Simplesmente inaceitável qualquer menção a pessoas que mataram milhões de pessoas inocentes, em nome de ideologia estúpida, como o Nacional Socialismo. Tinha que ser demitido e assim foi, mesmo que houvesse alguma resistência do governo. Parte do governo Bolsonaro, especialmente, a ala ideológica é de extrema-direita.

Vale lembrar que Jair Bolsonaro chegou ao Palácio do Planalto graças à polarização com o PT. Bolsonaro navegou na onda Anti-PT e carregou a bandeira do Combate à Corrupção durante a sua campanha eleitoral. Um ano após sua chegada ao Palácio do Planalto, o combate à Corrupção ficou pelo meio do caminho. A questão da Prisão em Segunda Estância e o famoso “Juiz de Garantias” estão aí para provar que, independente de ser “direita” ou “esquerda”, políticos poderosos não querem resolver suas pedências com a Justiça. Pelo contrário, após uma articulção política bem sucedida, conseguiram a aprovação do Fundo Eleitoral de dois bilhões de reais. Jair Bolsonaro sancionou. Isso significa, que com os cofres abastecidos, o baile dos “ismos” e “istas” seguirão.

Para concluir este post melancólico, vale escrever algumas palavras sobre a chamada oposição brasileira. Muitos aplaudiram a nomeação do documentário “Democracia em Vertigem” da Petra Costa, na categoria Melhor Documentário para o Oscar. O DricaRibas até quis assistir, mas, depois do Trailler, eu é que fiquei com vertigem.

Esse documentário é um panfleto ideológico do PT. O objetivo é desqualificar o Impeachmente de Dilma Rousseff e mostrar tão positiva que foi a política do PT e, claro, dentro do discurso lulopetista, mostrar que só eles são capazes de “salvar” o país.

Na análise DricaRibas, o impeachmente foi feito dentro do previsto pela Constituição Brasileira, mesmo que o Presidente da Câmara dos Deputados, nesse momento fosse o Eduardo Cunha. Também foi necessário, caso contrário, o Brasil hoje seria uma Venezuela ou algo parecido com Cuba, o xodó de boa parte da esquerda brasileira.

Patético foi ver a reação de parte de parte de nossa imprensa, ao festejar a nomeação do dito documentário. Como foi comprovado, pela Operação Lava Jato, pode-se construir uma “democracia” com corrupção? Como ficam os milhares de brasileiros que pagam impostos e possuem zero serviços públicos?

Já passou da hora, de nós moderados retomarmos o debate público. De resolver os inúmeros problemas na política e deixar a Justiça independente. Será que conseguiremos? Haja pressão em cima da nossa elite política.

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