Soluções Simples para Problemas Complexos: Armas serão a solução?

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Ontem, o Presidente Bolsonaro sancionou o Decreto de Flexibilização do Porte de Armas. Significa que se pode ter uma arma em casa, mas não circular com a mesma pelas ruas. Isso demandaria regras mais específicas, que não foram tratadas pelo decreto.

A questão do uso das armas para a seguraça pessoal foi uma das principais bandeiras de campanha de Jair Bolsonaro. Muito acreditam, que armados estarão protegidos.

Parte dessa crença se dá pela catastrófica situação da Segurança Pública no país. Basta olhar as estatísticas: 62.517 homicídios, de acordo com o Atlas da Violência de 2018 que foi produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Na ultima década, 553 mil brasileiros faleceram por morte violenta, ou seja 153 mortes por dia.

A questão da segurança pública é um assunto de tamanha complexidade. Começa com o preparo dos policiais, seja no treinamento e nos salários, e vai para uma política de inserção social das camadas menos favorecidas socialmente, sem falar da problemática do usuário de drogas. Aí vem o X da questão: aqueles que defendem as armas, acusam os que não defende de “petistas” perpetuando essa espécie de Fla-Flu* na política.

Oferecer Segurança Pública é um dever do Estado e exige-se políticas que estão bem acima de questões de “direita” e “esquerda”. Por outro lado também, o PT teve 14 anos no poder, se não conseguiu resolver o problema da segurança, minimamente, poderia ter encaminhado políticas de inserção sociais. Somente o Bolsa-Família foi ineficiente.

Mesmo com o decreto de ontem, a ala armamentista não ficou satisfeita. O decreto preve uma série de condições para o porte de arma. Não se pode comprar armas como se compra comida. É necessário regras.

Aqui na Europa, onde há uma tradição de caça, existem regras bem definidas para a compra e uso de armas.

Não será dormindo com o fuzil que se resolverá o problema da violência. Precisamos ir além de questões de torcida organizada.

* A rivalidade de duas equipes de futebol do Estado do Rio de Janeiro: Flamengo e Fluminense.

Altas da Violência 2018: http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=33410&Itemid=432

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