Como chegamos a isso?

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Quando eu estava na fila, para votar, no primeiro turno, havia uma senhora que me perguntou: “Como chegamos a isso?”.

Pergunta aparentemente difícil, com uma resposta complexa. Simplificando a resposta: ânsia de poder do PT aliada a uma elite política corrupta.

Se olharmos para trás e vemos os casos de corrupção, a gente percebe todas as tentativas de permanecer no poder, mesmo com os casos de corrupção, como o Mensalão e o Petrolão denunciados pela Operação Lava-Jato.

Nos anos do PT no governo, o aparelhamento de parte do judiciário e da impresa ficou evidente. O recurso de narrativas para tentar escamotear a realidade, sempre foram amplamente utilizados, por parte de jornalistas identificados com o PT.

O ápice desse processo foi a prisão do ex-presidente Lula. Um político preso e não preso político, como o PT tentou emplacar.

Depois, veio a campanha eleitoral que foi marcada por esse embate: Lula deve ser candidato? Isso consumiu um tempo enorme e energia importante para o país, imerso em uma das maiores crises políticas e econômicas de sua história.

No meio da campanha houve o atentado contra o Jair Bolsonaro. Militar da reserva, deputado pelo estado do Rio de Janeiro há mais de duas décadas, agora favorito a ganhar eleição,no segundo turno.

Quem trabalha com mídias digitais, já se fala o nome Bolsonaro há pelo menos, eu diria, três anos.

Personagem controverso, com declarações polêmicas. As mais conhecidas foram  no Impeachment contra Dilma Roussef a favor do General Ustra e, sua briga com a Deputada Maria do Rosário, quando Bolsonaro disse “que ela não merecia ser estuprada”.

Se no começo, nínguem acreditava em sua candidatura. Era como um sobro de um passado horrível, a ditadura militar, que o país já havia deixado de lado.

Na semana que antecedeu o primeiro turno, as pesquisas começaram a mostrar o crescimento da canditadura Bolsonaro. A chamada “onda conservadora” se viu identificada com o ex-capitão de Exército.

O que muitos definiram como “onda conservadora”, o DricaRibas define como a onda anti-PT. Nenhum candidado ou partido político conseguiu captar esse sentimento do eleitorado brasileiro.

Muitos acreditaram que a polarização, também implementada pelo PT, favoreceria o candidato escolhido pelo Lula, Fernando Haddad.

O que o PT não calculou, que os brasileiros viram no Bolsonaro, a chance de se liberar do partido.

Estamos no segundo turno. A campanha até agora, só se limitou estar em embates ideológicos.

Depois das eleições, não importando o vencedor, a realidade vai obrigar o próximo presidente a se deparar com uma situação econômica complexa e uma população sedenta de serviços públicos que funcionem, cuja a prioridade é a segurança pública.

Como chegamos a isso? A gente já sabe. Agora, a pergunta é: Como sairemos disso? O futuro não tardará.

 

 

 

 

 

 

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