O “September 11” e as consequências para Europa

Hoje faz vinte anos, que aviões comerciais atacaram as torres gêmeas do World Trade Center e Pentágono, nos Estados Unidos.

Cartão postal comprado pelo DricaRibas, em sua viagem para Nova York, em 1996. No lado esquerdo, pode-se se ver uma das torres gêmeas do World Trade Center.

Embora esses atentados não aconteceram em solo europeu, mas eles trouxeram consequências para a Europa.

A primeira delas foi a necessidade de controles para vôos comerciais, demorando mais tempo e incluindo mais custos para companhias e administradoras de aeroportos.

Também perdeu-se a privacidade, já que emails ou mensagens por smartphones “devem” ser controlados, em nome da segurança, por governos.

Logo após o atentado, os Estados Unidos, junto com os países membros da OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte invadiram o Afeganistão. O objetivo era encontrar Bin Laden, mentor dos atentados e acabar com a organização terrorista Al-Qaida.

Dez anos depois, o exército norte-americano conseguiu matar o Bin Laden, no Paquistão, país vizinho. Permaneceu ainda 10 anos e no mês passado se retirou do Afeganistão.

A guerra custou trilhões de dólares e um cálculo de mais 200 mil mortos. Desses um pouco mais três mil soldados norte-americanos.

Em pouco mais de duas semanas, depois que o exército norte-americano e tropas da OTAN se retiraram, o Taliban retornou e já controla o Afeganistão, com alguns focos de resistência.

Nos atentados, nos Estados Unidos foram 2.753 pessoas e mais 220 dos aviões que caíram no Pentágono e em Shanksville, na Pensilvânia. Sem contar com as vítimas que morreram em função da nuvem tóxica do desabamento das torres gêmeas.

Segunda Onda Migratória?

Na Europa há uma preocupação de uma suposta onda migratória, no estilo de 2015, quando milhares de pessoas entraram na União Européia, por conta do agravamento do conflito na Síria.

Logo em seguida, aconteceram dois atentados na Europa. Um atentado aconteceu na França, no Stade de France e no casa de espetáculo Bataclan, em novembro de 2015. Foram 130 mortos e mais de 350 feridos. Inclusive, essa semana começou em Paris, o julgamento. A previsão é que dure cinco semanas.

No ano seguinte, em 2016 houveram ataques terroristas no metrô e aeroporto de Bruxelas. 32 pessoas foram mortas.

Atentado em Viena

No ano passado, a cidade Viena sofreu um atentado que resultou em cinco mortos. Esses foram tiroteios no Schwedenplatz, perto da sinagoga da cidade. Os terroristas se radicalizaram em mesquitas da cidade, inclusive mentindo para o programa de reintegração do governo austríaco. O Estado Islâmico reinvidicou a autoria.

Velas em flores na frente da Sinagoga de Viena.

Fica a pergunta: Como distinguir terroristas radicalizados ou aqueles que praticam a religião? Houve um aumento importante de casos de discriminação contra os árabes.

De todas as maneiras, o “September 11” mudou o mundo para sempre e impõe desafios aos governos. A necessidade de se buscar, através de negociações e pressão internacional para que os Talibans não voltem a fomentar o terrorismo.

Outra forma de pressão é a financeira. Os Estados Unidos bloqueou o acesso dos Talibans a bilhões de dólares mantidos pelo banco central dos Estados Unidos.

O mesmo caminho tomou o FMI – Fundo Monetário Internacional que suspendeu 450 milhões de dólares. O Banco Mundial congelou o apoio financeiro. Uma forma que o ocidente encontrou para pressionar os talibans e quem sabe evitar ataques terroristas.